CONEB e Encontro de Grêmios a todo vapor

Estudantes de todo o país se reúnem no início de 2011 para debater o futuro da Educação. UJS disponibiliza os materiais de preparação.
Dois eventos importantes serão o pontapé inicial da atuação do movimento estudantil no futuro governo Dilma Rousseff. Entre os dias 14 a 17 de janeiro de 2011, representantes de Diretórios e Centros Acadêmicos irão se reunir no Rio de Janeiro para o 13º Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB) da UNE. Quase simultaneamente, os secundaristas estarão no 1º Encontro Nacional de Grêmios da UBES, que acontece entre os dias 15 e 18 de janeiro na mesma cidade.

No CONEB, os mais de 3 mil participantes esperados terão como pauta a construção de um novo Brasil a partir das melhorias na Educação. As entidades representantes dos universitários também irão discutir a ampliação de políticas públicas de inclusão e a aprovação em definitivo da destinação de 50% do Fundo Social do Pré-Sal para o setor. A Comissão Nacional de Credenciamento será divulgada até o dia 06 de dezembro deste ano e o credenciamento será realizado no dia 8 de dezembro, nos Estados de origem das entidades. Já no Encontro de Grêmios, iniciativa pioneira da UBES, os representantes dos secundaristas irão debater melhorias às escolas públicas. 

Fonte: ujs.org.br

Não estão É NEM ai!


É lamentável presenciar as críticas elaboradas por vários setores da sociedade ao avaliarem a aplicação das provas do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) ocorridas durante o último final de semana (6 e 7 de novembro) de forma bastante negativa, principalmente devido a questões como: exigências sem fundamentos, desorganização e erros na impressão de algumas provas e gabaritos.


De fato, as falhas ocorridas na aplicação do exame são bastante relevantes para que se reconheça e se reflita sobre alguns problemas inerentes a essa alternativa criada, desde o ano de 2009 para o acesso de estudantes a universidades públicas. É válido ressaltar que defendo claramente na metodologia em adotar a nota do ENEM como referência para a seleção de novos estudantes por várias universidades do Brasil. Além de romper com antigas formas de seleção de estudantes, que serviam como indicadores de desigualdades sociais e favoraciam grupos educacionais que lucravam bastante com cursos preparatórios. Sabemos que o modelo das questões formuladas no ENEM, não são semelhantes as questões contidas nos antigos vestibulares que valorizavam o acúmulo de conhecimentos de forma mecanizada, que iam, desde as cansativas fórmulas matemáticas até as datas oficiais e os difíceis nomes de supostos heróis presentes ao longo da história da humanidade. Tudo isso, sem valorizar predicados como: senso crítico, interdisciplinaridade e conhecimentos gerais.

No entanto, o ENEM desse ano serviu não somente para testar o conhecimento dos candidatos, mas também, suas paciências com as séries de imposições para a realização de uma prova, deveras cansativas. Além da desigualdade de instalações dos locais de provas, de um lado, candidatos em locais sem a mínima condição de se fazer uma boa prova, devido ao calor, iluminação e barulho, enquantos outros candidatos faziam suas provas em condições mais favoráveis, em salas climatizadas, bancas confortáveis e silêncio. Bem, acredito que isso deve ser levado ao debate como um outro problema relacionado a organização do ENEM. Era triste ver, vários jovens saindo de seus locais de prova com uma expressão de cansaço, de derrota, e isso já no primeiro dia. Nem mesmo, acreditando que teria mais uma "maratona de questões" no dia seguinte.

Enfim, a medida que os anos vão se passar, os erros vão se manifestar em diversas formas, e consequentemente virão mais críticas e reprovações. Uma vez que, precisamos aproveitar esse momento para debatermos o ponto central da questão: Educação. Nenhuma sociedade avança de forma correta se não tiver uma preocupação racional com um modelo educacional que proporcione condições efetivamente favoráveis para a formação cidadã das novas gerações. Por que não adotar uma forma de seleção pautada nas vivências escolares construídas pelos estudantes, ao longo de sua vida pedagógica? Seria uma forma ideal para avaliar as competências de um estudante no acesso ao ensino superior, mas isso requer um esforço que vai além de uma gestão governamental e não renderia votos em um curto espaço de tempo. Além de implementar de fato uma educação pública de qualidade para todos os brasileiros, que iria afetar os famosos "Tubarões do Ensino Privado".

É nessa perspectiva que fico entristecido, não somente pelos erros contidos na prova do ENEM, mas também, lamento pelos estudantes que de fato, foram vítimas em todo esse processo avaliativo tão desgastante a pessoa humana.

7ª Bienal da UNE já tem data e local confirmados

Cidade da Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016 recebe mais de 10 mil estudantes do Brasil e da América Latina entre os dias 18 e 23 de janeiro de 2011.
O maior e mais aguardado festival estudantil da América Latina já tem data, tema e local definidos. Dando início à série de grandes eventos que a cidade do Rio de Janeiro sediará nesta década – incluindo a Copa 2014 e as Olimpíadas de 2016 - a 7ª Bienal da UNE acontecerá entre os dias 18 a 23 de janeiro de 2011. Os seis dias de evento terão atividades culturais, científicas e esportivas espalhadas por diversos espaços da capital carioca. A principal parte da programação estará concentrada no Aterro do Flamengo, imenso complexo de lazer com projeto paisagístico de Burle Marx, e na Lapa, reduto histórico da boêmia cultural e festiva, marca característica do Rio.São esperadas mais de 10 mil pessoas para o evento, que na sua sétima edição homenageia o samba com o tema “Brasil no estandarte, o samba é meu combate”. Segundo o presidente da UNE, Augusto Chagas, a Bienal será, como sempre, ampla e plural: “É o espaço para o encontro de todas as juventudes em suas mais diversas expressões, um evento com potencialidade de divulgar as produções artísticas e culturais dos estudantes de todas as regiões do Brasil. É, também, o momento da UNE dialogar com outras manifestações, como a ciência, a tecnologia, e o esporte, que terá papel destacado desta vez”, declara. 
“Brasil no estandarte, o samba é meu combate” - Ao longo de 11 anos, as bienais já pautaram a herança africana na cultura do país, os vínculos do Brasil com a América Latina, a cultura popular e as raízes de formação do povo brasileiro. A 7ª Bienal representa um amadurecido trajeto em busca dessa compreensão. Nessa edição, a União Nacional dos Estudantes privilegia o samba como elemento icônico da brasilidade, buscando, para além da sua história musical, entender como se apresenta nas dimensões sociais, críticas e estéticas da nação.

Segundo o diretor de Cultura da UNE e coordenador-geral da 7ª Bienal, Fellipe Redó, o festival apresentará um olhar sobre o samba que ultrapassa sua imagem puramente festiva ou carnavalesca. “Nos inspiramos no gênero musical tido como uma marca de trocas sociais, uma possibilidade autêntica de valorização da brasilidade, o estilo de vida, os lugares e os personagens que fazem do samba o seu relato mais íntimo do dia-a-dia e a sua manifestação maior de combate. Muito mais do que música, samba é o jeito de viver, gingar, pensar e decidir”, reflete.

CUCA da UNE celebra 10 anos - A 7ª Bienal celebra também os 10 anos do Circuito Universitário de Cultura e Arte, o CUCA da UNE, uma das mais instigadoras experiências do movimento estudantil que foi inovadora no conceito de formação de uma rede interligada de Pontos de Cultura país afora. O CUCA, criado a partir da 2ª Bienal, em 2001, no Rio de Janeiro, retorna à cidade para comemorar uma década de valorização da produção cultural nacional no interior das universidades, reunir “cuqueiros” de todo o Brasil e propor novas frentes de ações para o próximo período.

13º CONEB da UNE - Como atividade integrada à 7ª Bienal, ocorrerá entre os dias 14 a 17 de janeiro, no Riocentro, o 13º Conselho Nacional de Entidades de Base da UNE. O CONEB é um dos mais importantes fóruns de deliberação do movimento estudantil e reunirá as principais lideranças dos Diretórios e Centros Acadêmicos de todo o Brasil. O tema em debate “A universidade necessária” vai envolver cerca de 3 mil estudantes em mesas e grupos de discussão para refletir sobre o sentido da universidade nos tempos atuais e a projeção de um novo Brasil a partir da educação.

Como inscrever o seu trabalho na 7ª Bienal - A partir de um qualificado rol de convidados e mesas-redondas, grandes atrações culturais, assim como da transversalidade de linguagens como música, cinema, teatro, arte digital, literatura e artes visuais, a 7ª Bienal da UNE se consolida como o principal instrumento para o mapeamento e difusão da cultura produzida por estudantes de todo o Brasil.

Para inscrever o seu trabalho na áreas de Artes Integradas, Música, Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Literatura, C&T, Mostra CUCA e Atividades Autogestionadas basta ler o regulamento da 7ª Bienal e fazer o cadastro nos formulários disponíveis no site Estudantenet. As propostas podem ser enviadas até o dia 30/11/2010 e o resultado dos selecionados será divulgado no portal www.une.org.br. Pelo Twitter @bienaldaune, os seguidores poderão acompanhar outras informações. Em breve será lançado também o hotsite da Bienal. Dúvidas poderão ser esclarecidas pelo e-mail bienal@une.org.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

Fonte: ujs.org.br

Militância, Atitude e Ideologia nos Movimentos Juvenis.

Infelizmente ainda encontramos indivíduos e também, grupos sociais que nutrem concepções ideológicas, bastante, conservadoras a respeito da participação juvenil no debate político e social. E diante dessa realidade, temos na grande maioria dos casos, uma atribuição de significados pejorativos aos jovens e propagados de forma generalizada, contribuindo para a concretização de definições sobre a juventude, baseado em valores como: rebeldia, despolitização e inconsequência.

São concepções que detém uma forte ideologia excludente, marcadas pelo desprezo ao coletivismo e pela negação a qualquer forma de participação heterogênea que envolva novos atores sociais, como jovens, indígenas, mulheres e negros a qualquer tipo de debate. Isso é fruto de uma cultura política patriarcal e elitista.

Entretanto, graças as ações energicas de vários setores dos Movimentos Sociais, a conquista da democracia brasileira vem avançando cada vez mais, e favorecendo a ampla participação de novos sujeitos históricos, não somente no debate social, como também na interferência direta sobre a agenda pública da esfera política. E dentro dessa conjuntura que os diversos movimentos juvenis vem atuando de várias formas para romper com as politicas estreitas que menosprezam a juventude brasileira,e que corrompem essa importante parcela demográfica com uma sociedade alicerçada no consumo exarcebado e em um materialismo superficial.

Entretanto a luta por avanços na esfera social tem que ser efetivada, por meio de ações fundamentadas em argumentos politizados para que o "feitiço não vire contra o feiticeiro".É sobre essa questão que pretendo debater ao longo do texto. Sabemos que a construção de uma democracia ampla que permita a efetivação de um bem comum a todos os cidadãos, não é algo criado de forma instantânea, e sim, é um processo de conquistas e de avanços ininterruptos. E é na luta por novos direitos ou ampliação dos direitos ja existentes que o discurso tem que sempre se alinhar com uma ação cidadã de respeito a pluralidade de idéias.

A rebeldia política ligada aos movimentos políticos, tende a diminuir, a medida que tais movimentos avançam para uma maior institucionalidade. Tornando, ao contrário do que muitos pensam, suas ações muito mais complexas. São os antigos movimentos sociais que hoje não alimentam de forma constante, aquela efervecência militante que tanto era manifestada, desde a década de 60 até o final dos anos 90 do século passado. E isso é algo bom, pois mostra um maior amadurecimento dentro desses movimentos. A prova disso se encontra na atual relação entre o Estado e os Movimentos Sociais, seja em grandes conferências, em debates políticos e até em criação de novas leis. É dessa forma que a democracia vai se cristalizando.

É válido ressaltar que não defendo uma pacificação dos movimentos sociais, nem tampouco almejo defender concepçoes reacionárias, e sim, atuo em favor da evolução gradual desses movimentos, principalmente na esfera da juventude. Manifestações públicas são importantes e até mesmo necessária, no entanto formação política e ideológica também é fundamental. As conquistas que os movimentos protagonizados pela juventude brasileira nas diversas áreas como educação, cultura, lazer, esportes e cidadania foram relevantes, mas precisamos avançar mais. E esse passo para novos horizontes tem que ser efetivado pela boa relação entre a luta classista. a mobilização, a militância e a capacidade de negociação. Fatores esse que tem que ser protagonizado por todos e não por divisão específicas de tarefas.

Infelizmente muitos movimentos juvenis ainda insistem em manifestar um comportamento inconsequente e patrocinar atitudes que afetam a cidadania, como a depredação do patrimônio público, pichações em prédios tombados como patrimônios históricos, queima de pneus etc. Ações como essa oxigenam a luta classista, mas também favorecem a ampla propagação de concepções conservadoras sobre a juventude.

E justamente por isso que venho manifestar a minha opinião sobre a grande relevância que a formação política tem para os movimentos de juventude, uma vez que, ir para as ruas é muito importante para a vida orgânica de qualquer movimento, entretanto, ter argumentos bem fundamentados e saber construir uma relação institucional com a esfera pública é essêncial para uma se efetivar uma representação classista de qualidade.


O Movimento Passe Livre (Joinville) optou por adotar uma prática diferente no dia 26 de Outubro, dia nacional da luta pelo passe livre. Em vez do tradicional ato com passeatas pelas ruas centrais da cidade, o MPL realizou a exibição do documentário filmado em Florianópois "Impasse" (dirigido por Fernando Evangelista e Juliana Kroeger) em frente ao terminal central de ônibus.

Fonte: Centro de Mídia Independente.


Ações como essas, mostram como alguns movimentos passam a manifestar suas opiniões de forma mais diversificada, contribuindo para uma maior valorização dos Movimentos Sociais para a sociedade e para o Poder Público.


Pichações em Locais Públicos ou em Patrimônios Históricos são exemplos de ações que contribuem para que a visão conservadora sobre os movimentos sociais juvenis se propaguem em diversos meios de comunicação, dificultando cada vez mais a conquista de direitos ligados a juventude. E justamente para não resumir os movimentos juvenis a ações como essas que é fundamental um constante amadurecimento nas práticas e nos métodos aplicados, durante o decorrer da luta política.

Dilma Presidente: Vitória do Brasil!!!!

Com 56,05% dos votos, Dilma Rousseff tornou-se ontem (31/11) a primeira mulher eleita presidente do Brasil.
Foi uma campanha de muita luta. Ao longo de mais de 4 meses as fretes de esquerda do Brasil travaram  uma batalha contra o projeto de retrocesso e calúnias encabeçadas por PSDB e DEM.
Ao longo de oito anos de governo Lula o Brasil experimentou seu melhor momento de desenvolvimento. Não um "desenvolvimento" como nos governos anteriores, onde só as elites se beneficiavam e a grande parcela da população ficava a margem e sem nenhuma perpectiva de ascensão social. O que víamos era um país afundado em dívidas e dependentes das nações européias e dos EUA, que exploravam nossas riquezas e ditavam a nossa economia.
Mesmo assim a direita brasileira tentou das maneiras mais sujas e rasteiras possíveis ludibriar a população brasileira lançando a candidatura de José Serra à presidência, na perspectiva de tirar o poder das classes populares. 
Com slogans do tipo "Serra é do bem" e " O Brasil pode mais", foram forjadas polêmicas, intrigas, mentiras absurdas, fraudes e vários outros tipos de politicagem para levar o candidato tucano ao poder. Tudo isso aliado a candidatura de Marina Silva (uma espécie de 2ª opção para os eleitores) ajudou a levar as eleições que pareciam tranquilas ao 2º turno, dando um culmo histórico ao processo eleitoral.
A partir de então o objetivo não era simplesmente eleger Dilma presidente mais evitar que o Brasil voltasse aos tempos de dívidas, dependência, exploração e retrocesso do período FHC, onde Serra foi ministro do planejamento e da saúde.
Entretanto a militância não desanimou. Ganhou as ruas, as escolas, as faculdades, as fábricas e qualquer outro lugar onde se podesse ganhar votos e conscientizar da importância da continuação dos projetos iniciados por Lula. O resultado de ontem foi uma mostra de que o Brasil não se engana mais com desculpas, mentiras e falsas promessas.
Queremos mais emprego, fim da miséria, uma educação de qualidade tanto nas escolas quanto nas universidades, a ascensão dos mais humildes, um Brasil forte, soberano e independente.
O Brasil seguirá mudando, crescendo no rítmo do socialismo, e ao comando disso teremos uma mulher de fibra, guerreira e ao contrário do que tentou-se colocar uma mulher de HISTÓRIA em defesa do Brasil.
Parabéns Brasil. Agora e Dilma !!!!!!!!
Por: Wellington Lima

| Convertido para o Blog da UJS-Olinda