
“Até hoje, a história de todas as sociedades que existiram até nossos dias tem sido a história das lutas de classes”. Eis uma das afirmativas que o autor retrata logo nas primeiras paginas de seu livro, onde é feita uma análise histórica dos modos de produção, criados desde os feudos até a grandes corporações industriais, tendo em vista as suas semelhanças, no que diz respeito ao antagonismo entre as classes opressoras e as classes oprimidas.

Com essas mudanças sociais, a classe trabalhadora passou a ser conhecida como assalariados. Tudo em nome da necessidade voraz de novos mercados e de excessivo lucro. Com um maior processo de exploração do burguês sobre o operário, ficou demasiadamente notável que no regime burguês quem realmente trabalha não lucra e quem lucra não trabalha.
Tendo em vista essa realidade, o sistema burguês tornou-se estreito para conter tanta desigualdade. Segundo o livro, as armas que a burguesia utilizou para abater o feudalismo voltaram-se contra a própria burguesia. No entanto, o burguês não só forjou as armas, produziu também os homens que as manejarão, ou seja, o proletariado.
É justamente com essa visão, que os autores consolida a sua crítica econômica e histórica baseada em um discurso antagônico à sociedade burguesa e declama a ruptura com tal status quo através do regime comunista, sendo esse como uma conseqüência histórica que a sociedade estaria caminhando, tendo em vista tantos paradoxos sociais gerados em torno de um modelo de produção, onde os capitais estão nas mãos de uma minoria baseada na propriedade privada e no ganho individual de uma prostituição pública com finalidade de sustentação do casamento entre o trabalho e o capital.

Enfim, “O poder político é o poder organizado de uma classe para a opressão de outra”, nesse contexto: “PROLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES, UNÍ-VOS”.
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